Os passageiros da Azul Linhas Aéreas terão que se preparar para novos custos em suas viagens. A companhia anunciou recentemente um reajuste nas taxas de bagagem despachada em voos nacionais, com aumentos que chegam a até 12,5%. As mudanças vêm em um momento de crise financeira para a empresa, que busca ajustar suas operações aos crescentes custos, especialmente devido à alta do dólar em relação ao real.
Para quem utiliza a Tarifa Azul, a opção mais básica, o despacho da primeira bagagem subiu de R$ 120 para R$ 135, um aumento de 12,5%. Já a segunda mala teve um reajuste de 10%, passando de R$ 150 para R$ 165. Esses valores são aplicáveis para compras feitas até 48 horas antes do voo. Para quem deixa para comprar o serviço com menos de 48 horas de antecedência, a primeira bagagem custará R$ 165 e a segunda, R$ 180.
Além disso, o custo das bagagens adicionais também foi ajustado, com a terceira, quarta e quinta malas passando a custar R$ 190 quando compradas antes de 48 horas do voo, e R$ 260 quando adquiridas com menos antecedência. Clientes da Tarifa Mais Azul continuarão tendo a primeira mala gratuita, mantendo os mesmos valores para as demais bagagens.
Confira os novos valores para despacho de bagagens:
- Tarifa Azul e Programa Fidelidade:
- 1ª mala: R$ 135 (antes de 48h) | R$ 165 (menos de 48h)
- 2ª mala: R$ 150 (antes de 48h) | R$ 180 (menos de 48h)
- 3ª, 4ª e 5ª malas: R$ 190 (antes de 48h) | R$ 260 (menos de 48h)
- Tarifa Mais Azul:
- 1ª mala: gratuita
- 2ª mala: R$ 150 (antes de 48h) | R$ 180 (menos de 48h)
- 3ª, 4ª e 5ª malas: R$ 190 (antes de 48h) | R$ 260 (menos de 48h)
Em paralelo ao aumento das taxas de bagagem, a Azul anunciou mudanças no serviço de bordo. Em voos com duração inferior a 45 minutos, apenas água será servida aos passageiros. Nos voos mais longos, um snack, água, e uma bebida à escolha entre suco ou refrigerante estarão disponíveis. A companhia também planeja, no futuro, cobrar pelo serviço de bordo, com opções pagas como sanduíches quentes, cerveja e vinho, embora ainda não haja uma data definida para o início dessa cobrança.
O presidente da Azul, John Rodgerson, justificou as mudanças como uma resposta necessária aos desafios econômicos, mas expressou confiança na lealdade dos clientes.
“Apesar dos ajustes, acredito que nossos passageiros continuarão a nos escolher, agora com mais opções de serviços pagos que atendem diferentes necessidades”, afirmou Rodgerson.


